


Mais de 150 modelos de maturidade já foram desenvolvidos para mensurar, dentre outros, a maturidade da capacidade de serviços de TI, alinhamento estratégico, gestão de inovação, gerenciamento de programas, arquitetura empresarial, e gestão do conhecimento. Muitos desses modelos foram desenhados para avaliar a maturidade (por exemplo, competência, de capacitação, nível de sofisticação) de um universo selecionado, baseado em conjunto de critérios mais ou menos abrangente. Diferentemente do CMM, o qual alcançou um nível padronizado de compliance para desenvolvimento de software (Mutafelija e Stromberg, 2003), muitos desses modelos simplesmente provêem um significado para posicionar uma determinada unidade de análise em uma escala pré-definida. Lacunas dos modelos de maturidade de BPM atuais são o foco em apenas uma dimensão para mensurar a maturidade de BPM e a falta de aplicação desses modelos. Além disso, muitos modelos de BPM existentes não fazem a diferenciação clara entre avaliação de maturidade do processo de negócio (como mensuração através da performance) e maturidade da gestão dos processos de negócio. Lacunas adicionais dos modelos de maturidade disponíveis são a falta de rigor do modelo de processo desenvolvido, do escopo e da profundidade da única faceta de BPM, sua natureza idiossincrática devido à falta de sustentação dos trabalhos relacionados, a perda de considerações de stakeholders relevantes, a falta de testes empíricos para esses modelos e especialmente, a falta de profundidade suficiente nos níveis avaliados.
O modelo de BPMM proposto aborda essas deficiências combinando um rigoroso framework teórico com múltiplas aplicações práticas durante o processo de desenvolvimento de forma a garantir a incorporação dos requerimentos específicos de BPM de forma prática e útil no modelo resultante.