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Revisão teórica


2.1. ABPMP BPM CBOK e a Visão de Modelagem de Processos

O objetivo da modelagem de processos é criar uma representação de um processo, descrito de maneira precisa, das atividades que estão sendo executadas na organização. No entanto, um modelo nem sempre será uma representação integral e completa do processo real, mas freqüentemente focará na representação das principais atividades. Portanto, deve-se ter atenção em até que ponto um simples diagrama será suficiente para representar um determinado processo.

Modelos de processos têm muitas vantagens na gestão de operações empresariais, tais como a melhoria da comunicação através da criação de uma representação visível e o estabelecimento de uma perspectiva comum e compartilhada, facilitando a compreensão do leitor. Na gestão de processo de negócios, os modelos são os meios pelos quais as organizações gerenciam seus processos, analisando a sua performance e definindo mudanças. Eles expressam o foco do negocio da organização e especificam os recursos que permitem a efetiva operação do negócio: pessoas, informações, equipamentos, automação, finanças, energia etc.

Alguns dos motivos mais comuns para a criação de modelos de processo são os seguintes:

  • Documentar claramente um processo existente;
  • Ajudar nos treinamentos através das atribuições de cada ator presentes nos processos;
  • Usar como uma avaliação das normas e cumprimento das obrigações;
  • Compreender o comportamento do processo sob a ação de diferentes cargas ou sob alguma mudança antecipada;
  • Servir de base para análise na identificação de oportunidades para melhoria;
  • Suportar o design de um novo processo ou uma nova abordagem para um processo já existente;
  • Fornecer uma base para a comunicação e discussão organizacional;
  • Descrever requisitos para uma nova operação da empresa.












2.2) Paul Harmon e a Visão de Modelagem de Processos

O objetivo da modelagem de processos é simplificar, destacar, clarificar e comunicar.

O autor não destaca uma notação específica para a modelagem de um processo, justificando que se deve escolher um determinado padrão de notação que deixe as idéias mais claras possíveis para o leitor, ressaltando que qualquer notação de difícil compreensão e muito complexa é contraproducente.Ao mesmo tempo, é importante permitir que qualquer pessoa da organização consiga compreender os diagramas de processos de forma clara e, para tal, faz-se necessário focar num mesmo conjunto de convenções. Acredita-se que a essência central dos elementos que a notação BPMN disponibiliza hoje é o que há de melhor.

Por outro lado, quando é encontrada alguma situação que não é facilmente expressada pelo BPMN, às vezes as pessoas se sentem livres para ampliar informalmente o BPMN para ter certeza de que um determinado ponto de vista foi expresso da forma mais clara possível.


2.3 ROSEMANN e PIDD e o Principio de Modelagem

Muitos autores têm discutido sobre a visão dos princípios de modelagem. Neste âmbito, alguns confirmam que os princípios de modelagem são essenciais para a criação de modelos robustos.

Há uma grande dificuldade na modelagem de processos de negócios e isto se dá pelo fato das pessoas terem percepções diferentes para o mesmo problema. Para minimizar essas divergências, busca-se modelar processos simples, que não incluem a complexidade da realidade.

Abaixo segue a visão de dois autores sobre o principio de modelagem.

Visão de ROSEMANN

  • Aderência: norteia quanto à proximidade que se está da realidade modelada. Técnicas de levantamento e validação de modelos de processos são aplicadas para aumentar a aderência e compatibilizar as diferentes percepções acerca de como o processo realmente é.
  • Relevância ou suficiência: todo objeto representado em um modelo deve ter um propósito, ou seja, um modelo só deve conter informações relevantes. Por isso, a definição do que é ou não relevante deve ser cautelosa.
  • Custo/benefício: este princípio visa analisar a quantidade necessária para criar o Modelo versus Utilidade do modelo versus Tempo de uso do modelo.
  • Clareza: este princípio é um dos mais importantes, pois se relaciona à capacidade de ser entendido e usado pelos usuários.
  • Comparabilidade: para que os processos sejam comparáveis é preciso aplicar os mesmos métodos a todos, corrigindo e uniformizando a nomenclatura e os níveis de detalhamento para que fiquem homogêneos.
  • Estruturação sistemática: este princípio está ligado à capacidade de integrar modelos representando diversos aspectos da realidade e, nesse sentido, à capacidade desses modelos de se conectarem metodologicamente.

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visão de PIDD

  • Modele simples, pense complicado;
  • Seja parcimonioso, comece pequeno e vá adicionando;
  • Divida e conquiste, evite megamodelos;
  • Use metáforas, analogias e similaridades;
  • Não se apaixone por dados;
  • A construção do modelo deve ser esclarecedora.